quinta-feira, 23 de junho de 2011

A IDEIA DE JUSTIÇA EM SCHOPENHAUER

Antônio Álvares da Silva
Professor titular da Faculdade de Direito da UFMG

     Arthur Schopenhauer (1788-1860), como todo grande filósofo, forneceu uma visão explicativa do mundo. Embora todos saibamos que não existe nem existirá jamais uma visão completa e definitiva da realidade que nos cerca e dos fenômenos humanos que nela se desenrolam, nenhum filósofo tem a resignação da derrota. Retoma os temas, questiona ideias, pois a resposta da filosofia é sempre perguntar. Como salienta Karl Jasper, "Philosophie heist: auf dem Wege sein. Ihre Fragen sind wesentlicher als ihre Antworten, und jede Antworte wird zur neuen Fragen" (Filosofia significa estar sempre a caminho. Suas perguntas são mais importantes do que as respostas e cada resposta transforma-se em novas perguntas).

     As idéias definitivas só encontram repouso no sustentáculo religioso em que a verdade, vinda de fora, não admite a contestação de seu conteúdo. Por isto não se renova, perdendo-se no imobilismo das coisas atemporais para tornar-se finalmente pouco atrativas e inúteis. Se dissermos, como Spinoza que "Quicquid est in deo est, et nihil sine Deo esse neque concipi potest."(tudo que existe, existe em Deus e nada sem Deus pode existir nem ser concebido), então retiramos de tudo sua fundamentação, transferindo comodamente para Deus todas as coisas humanas. O homem se despe da razão, seu maior atributo, para entregar a vida a um ser, de cuja existência não se tem certeza e cuja capacidade para gerir as coisas humanas, fora do próprio homem, é absurda e ilógica. Com isto se cria uma sociedade morta e quieta onde o pensamento, baseado na fé, substitui a razão e a indagação filosófica deságua num ato de fé, ou seja, numa crença e não numa fundamentação lógica, exigência do espírito e da razão. Schopenhauer compôs também sua filosofia do mundo e da vida e destoou propositadamente dos filósofos que o antecederam. Criticou-os duramente porque, sendo professores universitários e recebendo do Estado o sustento da vida, teriam perdido a isenção da ciência e a independência do filósofo.

     Mas sua divergência dos filósofos da época antecedente, principalmente de Hegel, não está apenas no trato da filosofia como profissão, mas da própria concepção filosófica, que os diferenciariam definitivamente. Hegel entende o mundo como uma complexidade que, no seu conjunto, constitui o absoluto. Porém este absoluto não é um todo rígido. Contém diferentes graus de complexidade, pois todo ente pode seguir-se de um predicado que o diferencia de outro. Mas, quando comparados, chegam a uma síntese, dentro do princípio da lógica dialética que compõe o sistema. Schopenhauer centra sua filosofia em princípios diferentes. Não recorre a conceitos abrangentes e amplos, muitas vezes enigmáticos e de difícil compreensão.

     O mundo que ele compreende é visto e explicado por dois componentes: a vontade (Wille) e a representação (Vorstellung). O homem não conhece o sol e a terra, mas tão-só os olhos que vêem o sol e as mãos que tocam a terra. (Er sieht keine Sonne und keine Erde; sondern immer nur ein Auge, das eine Sonne sieht, eine Hand, die eine Erde fühlt). Portanto não percebe a coisa em si, mas sua representação. Porém a representação não se revela sem uma base material. Quem pensa não é uma cabeça de anjo empenada sem corpo (Geflügelter Engelskopf ohne Leib). Há, pois, o corpo em que se verificam fenômenos, diferentes da representação, que muitas vezes dependem de um querer e outras vezes acontecem independentemente dele. É o que Schopenhauer chamou de vontade. Estes dois conceitos compõem a estrutura fundamental da filosofia de Schopenhauer. Por um lado, o homem racional e reflexivo, capaz de operar a representação, que nele desperta a instrospecção filosófica (philosophische Besonennenheit). Por outro, o domínio da vontade que atua de modo incontrolado, muitas vezes independentemente dos próprios desejos. Entre estes dois mundos, fundidos no ser, representação e vontade, Schopenhauer compôs sua obra principal e, em torno dela, várias outras, como desenvolvimento de seu pensamento filosófico.

     O mundo como vontade está no livro primeiro da edição acima citada. O mundo como vontade, nos livros segundo, terceiro e quarto. No final, como apêndice (Anhang) há a Kritik der kantischen Philosophie. a versão definitiva de seu pensamento8. Destas obras, constam temas, dissertações e análises de diferentes matérias em que nosso autor soberbamente mostra sua impressionante cultura e o talento superior de seu espírito. O livro de Renato César Cardoso é um inteligente desenvolvimento do conceito de justiça em Schopenhauer que, como a maioria dos grandes filósofos, relegou à posteridade algumas reflexões sob este tema, que tem natureza filosófica e não jurídica, embora esteja necessariamente presente em todos os tratados de Filosofia do Direito. O filósofo rejeita a idéia de uma moral apriorística de fundamento kantiano: "Paira no ar uma teia de aranha de conceitos sutis e vazios de conteúdo, não se baseia em nada enão pode por isto suportar nada nem nada mover". Há que buscar na vida e nas pessoas, que são o centro referencial de todo comportamento, o fundamento da ação que a motiva. Partindo-se da negação, para se afirmar o positivo que a ele se contrapõe, nota-se que o homem é um ser egoísta. Cada indivíduo se julga o centro do mundo e luta em primeiro lugar para afirmar seus interesses. Dividir sempre foi uma conta difícil para a humanidade. Portanto a primeira atitude genuinamente moral consiste em romper o vínculo negativo do egoísmo e partir para a ação positiva. E aqui se descortina o verdadeiro caminho da moral: enquanto o indivíduo se fecha, trazendo o mundo para si, na ação positiva ele sai de si mesmo, partilhando o mundo com os outros.

     Então o fundamento da justiça estaria na "compaixão", nome que se usa sem os comprometimentos semânticos que tem na língua: sentimento forte e exacerbado, em que predomina a emoção sobre a razão. O que se designa com ele é o sentido puro e etimológico da palavra: "com" (prefixo trazendo a idéia de companhia) e o verbo "patior, pateris, pati, passus sum", que significa sofrer, suportar. Como o prefixo "com" denota o socius, a companhia, o outro. A compaixão é, portanto, o que se compartilha com o semelhante. Esta passagem do "eu" para o "nós", do "ipse" para o "socius" abre o amplo campo da justiça nas relações humanas, porque levanta a questão do comportamento justo na vida de relação do homem em sociedade. Mas, resta a questão: como atingi-lo? Schopenhauer dá a forma: "neminem laede, imo omnes, quantum potes, iuva.", ou seja, não prejudiques a ninguém. Ao contrário, ajuda no que puder.

     Da "justiça negativa" do não prejudicar (neminem laede), passa à justiça positiva" dasolidariedade ao próximo "omnes iuva". Assim se comporia o substrato do pensamento Veja-se a edição em 5 tomos publicada pela Deutscher Tachenbuch Verlag. Nestes manuscritos, Schopenhauer não só fez anotações sobre seu pensamento já expresso em livros, mas também comentários para futuras publicações. É impressionante a riqueza temática e a variedade das reflexões ali contidas. Moral básico da conduta certa e, no plano da justiça, da conduta ideal e conveniente, que constituiria, no seu momento final, o objetivo de toda a Ciência do Direito. Schopenhauer criticou duramente a abstração kantiana, ao estabelecer normas morais a priori. A ação que servisse de modelo para a ação dos outros constituiria a cadeia positiva que haveria de compor a conduta ética para realizar pelo menos algum conteúdo de moralidade em todas as ações humanas. O homem não se fecharia no egoísmo, nem seria neutro em relação ao "socius", com o qual construiria uma vida social embasada em princípios duradouros e definitivos.

     Teria Schopenhauer superado de fato a contradição kantiana que ele aponta? Temos sérias dúvidas. Ele próprio afirma no livro Sobre o Fundamento da Moral que "ninguém aceita um dever gratuitamente e cada dever dá um direito". Portanto o altruísmo que se deseja atingir, como superação do egoísmo, nunca se dá plenamente. Ele se verifica num sistema de trocas de interesses em que o homem ajuda também pensando em ser ajudado. Somente nos espíritos superiores, totalmente desprendidos, há o altruísmo verdadeiro.

     A forma "neminem laede", a ninguém prejudicar, também é empírica. Exige convicção de quem vai externar a conduta em relação ao próximo. Qual a conduta que prejudica? Qual a que beneficia? A resposta só pode ser obtida na práxis da vida, em que fatores externos, numa simbiose com as motivações internas de cada pessoa, geram a conduta que neles se elabora e daí se exterioriza. E este processo variará sempre de pessoa para pessoa. Do mesmo modo que existem fatores e instituições para conseguir um consenso mínimo entre os homens – política, religião, família, educação, instituições cívicas, há ao mesmo tempo a limitação egoística do ser humano em colocar seu interesse acima dos demais, fazendo a reação que sempre caracteriza o pêndulo social entre o indivíduo e o mundo e entre o mundo e o indivíduo. Não há, pois, nenhuma indicação concreta absoluta que dê ao homem a medida exata para que sua conduta seja padrão da conduta universal nem é possível saber com certeza do princípio norteador da conduta que não prejudica e da que ajuda o próximo. Então, o que resta?

     A resposta é dada pela Ciência do Direito que, ao estabelecer a norma tida como ideal por representar a vontade coletiva, dota-a de obediência obrigatória, através de sanção. Para Radbruch, a missão do Direito é elevar (tomar como bandeira) a pretensão de justiça: "Recht muss seinem Wesen nach den Anspruch auf Gerechtigkeit Erheben." Com este mecanismo se consegue a agregação mínima da sociedade, que permite o florescimento das instituições humanas, da liberdade, do trabalho, do bem-estar coletivo. Porém, se nos limitamos ao que a lei diz, à qual emprestamos nossa obediência em razão do bem comum (aceitando a restrição de minha liberdade em nome da liberdade de todos), quem vai criticá-la para que se renove segundo as necessidades históricas de cada época e, do ponto de vista moral, se aperfeiçoe como instrumento válido da direção obrigatória do ser humano?

     O livro de Renato César Cardoso desperta todas estas questões. E as apresenta através das fundadas lições de um dos maiores pensadores da humanidade. Nossa literatura filosófico-jurídica se enriquece com a obra que, como toda meditação séria, dá aos homens a oportunidade de se colocarem no caminho da reflexão e do pensar, o único compatível com a razão e a liberdade.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Você Acredita Que Pode Resolver ?

     Certos momentos são complexos demais para nós humanos, situações que escapam do entendimento lógico e fogem da nossa capacidade individual de controlar os acontecimentos da vida. Devemos acreditar que tudo vai ter um final feliz e que vai ser como a gente quer? Misturar religião e razão no sentido mais amplo que as duas palavras possuem é uma boa ideia? Seria assim uma busca incansável de paz de espírito "plástica" ?

    Alguns defendem a ideia de que basta ser feliz e não interessa a razão da crença. Devo concordar, mas essa afirmação anterior é de uma "simplicidade" que chega a ranger os dentes. Todavia, a razão deste texto em si, é falar um pouco sobre o nosso descontrole, não aquele psicológico, mas aquele referente as nossas possibilidades diárias e como isso deve refletir em nossa tranquilidade.
    Desconsiderando algumas personalidades confusas, em regra, as pessoas buscam controlar seus atos e vontades, sempre com o fim de satisfazer seus sonhos e interesses, manter as dificuldades sob controle e diminuir os reflexos que as mudanças podem trazer em suas vidas. A aversão aos temidos novos compromissos que as mudanças criam, fazem com que poucos busquem o caráter itinerante da vida, é uma realidade humana, seja na mais simples até a mais complexa alteração de "status", o desconforto pessoal é evidente.
    O problema objeto em questão, está quando determinadas situações se impõem além de nossos poderes, como convencer outro alguém da importância de estudar, aceitar a perda de um familiar ou mesmo justificar os problemas de um país, processo, ou pessoa, coisas como: burocracia, corrupção, ignorância, avareza, paixão, singularidade, preconceito racial, fanatismo religioso, relação familiar...enfim, entender como as coisas são e como elas acontecem.
    São todos esses e milhares de outros, os elementos que sugerem a nossa apenas passagem nesse mundo, a nossa pequena capacidade de controlar os elementos de relação, é a chamada angústia do homem. Com toda certeza, alguns destes elementos são determinantes para o desenvolvimento humano e sem eles talvez não seria possível nem mesmo esclarecer os acontecimentos mais singelos da natureza, fato constatado, fica em pauta, o que fazer diante do descontrole supramencionado.

    Então agora passamos para a fase de buscar o esgotamento do assunto e resolver esse dilema, o que entendo, ser, perfeitamente improvável. Afinal, quando as pessoas colocam obstáculos ao curso natural dos acontecimentos e conseguem, mesmo que por um determinado tempo, controlar os elementos de relação, a proporção de ineficácia que este comportamento vai gerar é maior que a chance de sucesso.
    Fica por racional verificar que não se pode fazer "nada" quanto algumas situações. Nada? Sim isso mesmo. Justamente se o interesse é o da tranquilidade e paz de espiríto, certas situações que por demais são complexas, despendem mais gasto de energia para resolver o problema, do que deixar acontecer, e depois [aparar as arestas] buscar uma solução para o conflito.
     Concluindo a questão, sem esgotar as circunstâncias do assunto, posso dizer que aquele problema que está além de nossas possibilidades, deve ser encarado com calma, prudência e paz, o caminho é buscar ajuda de alguém mais experiente e capaz, sendo importante também a necessidade, quando a situação permitir, do "deixar acontecer" - algumas coisas não podem ser resolvidas de forma antecipada - sejamos tranquilos, com paz e amor.

sábado, 11 de junho de 2011

O Amor Não é um Mistério

     Minhas certezas, nada absolutas, quase um sentido de incompreensão. Minhas vontades derrotadas e todas as desventuras. Meu silêncio superior, já quase não falo mais comigo mesmo. Pensamentos soltos de um fiel incontente sonhador. Meu ímpeto de conquistas, estrangulado pela preguiça, em tempos em tempos, as circunstâncias mudam, os rostos mudam, o amor muda.
     Mas mãe, através de todos os momentos da minha vida, posso constituir uma única certeza suprema, eu te amo! Frágil é meu vocabulário, para que eu possa expressar  o quanto dependo de você e de tudo que faz por mim, nem posso ainda encontrar palavras para sequer ilustrar o que é minha vida ao teu lado.

     Quando faltou prudência nas derrotas, e as lágrimas tomaram conta, quando a expectativa das vitórias, me transformaram em um arrogante, foram sempre nas tuas palavras que observei o caminho a seguir. Quando um covarde eu fui, os teus conselhos me fizeram acreditar, o teu carinho transformou-me em um guerreiro, o teu amor não é um mistério mãe! Quando os meus erros e falhas são mais evidentes que todo o resto, é teu abraço que coloca razão nos sentidos. É teu sincero olhar que fortalece minha caminhada e o rumo do mundo.
     Quando fiquei despedaçado, sem amor, sem emprego, sem dinheiro, sem anseios, sem sonhos, sem amigos, sem conhecimento, sem saúde, sem esperança, apenas inerte em um limbo de infortúnios, tudo seguido por uma vida que bate em silêncio, incorporada em pessoas egoístas e vazias....você pegou minha mão e aqueceu minha alma, com bondade. Mostrou que não é simples e muito menos fácil, mas possível!

      Quero sempre dentro do meu coração essa luz, minha mãe, orgulho maior da minha vida, me faz cada dia uma pessoa melhor. Maior triunfo, é pra mim um exemplo, exemplo de vida, de virtudes, exemplo de que o amor mais valioso é o carinho que uma mãe pode ter por um filho, lutando uma vida toda para ver ele sorrir.

      Muito obrigado, muito obrigado linda "Tere", obrigado por ser minha mãe!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Que Inveja!

Em inglês: envy
Em espanhol: envidia
Em francês: envie
Em italiano: invidia
Em japonês: 羨望
Em português: inveja

      Seja em qual idioma preferir, a inveja é sempre um desgosto amargo. Invejar amigos, colegas, irmãos, invejar outras vidas, tão comum e normal. Mas a inveja como característica abstrata só existe através dos homens, portanto materializada sobre forma de ato, atitudes ou ações. Então, caso as pessoas não aceitassem  a inveja, tecnicamente falando, seria possível essa "coisa" não existir.

      Mas aí surge uma outra circunstância, o fato do descontrole emocional e a incapacidade dos seres humanos de dominarem seu instinto. E, se falando em relação a inveja, é de uma clareza absoluta que seu conceito nasce da ideia de um descontrole e de uma índole irregular. Nem todos sentem inveja o tempo todo ou de tudo, mas muitos de nós sentimos por várias razões, sejam infortúnios, lástimas, desgostos, em âmbito profissional ou pessoal, mesmo que de dimensões menores ou maiores. De fato o sentimento da inveja se relaciona diretamente com os acontecimentos que  nos acompanham desde a infância, infelizmente algumas pessoas são incapazes de lidar e conter essa fraqueza, deixando transcender a inveja para um sentido de ódio, e aí sim, tudo vai piorando, relacionamentos em ruína, amizades chegando ao fim, brigas familiares e a vida vai passando e nada acontecendo...uma pena!

      Que seja por amor, por dinheiro, ou por estupidez, a inveja vai permanecer sempre presente e querendo ou não, espero saber viver com mais essa adversidade.

      Um NÃO a inveja!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Documentário Justiça

Alguns dias atrás, pela segunda oportunidade, estive diante da apresentação de um documentário brasileiro chamado "Justiça". É um bom audiovisual, importante para estudantes de direito. Mas acredito que pode ser interessante para todos.

Apresentei um trabalho dissertativo sobre o filme, segue ele na íntegra!

Análise do Documentário Audiovisual Justiça.
O documentário “Justiça” apresenta situações distintas entre paradoxos sociais, envolvendo o Direito Penal, os princípios processuais, assim como a situação dos presídios, a visão de uma defensora pública sobre o delito, além de estabelecer questões sobre o dogmatismo do direito.
A simples relação do artigo 1º, III da Constituição Federal de 1988 (onde surge à dignidade da pessoa humana como princípio constitucional) com o princípio da Legalidade Estrita, pode esclarecer a melhor interpretação processual penal, sempre sob uma análise da perspectiva social do sentido da pena. A punição por seu caráter de socialização, hoje apresenta subversão de lógica, não só pelo fato do dogmatismo do direito estar ultrapassado diante das relações sociais, mas como o Direito Penal não está adequado aos princípios constitucionais.
Por sua vez, a relação dos acontecimentos no documentário, onde uma Defensora Pública se mostra indignada com a atuação do Ministério Público, que promove seguidas denúncias de delitos “insignificantes”, estabelece uma possível análise dos conceitos de “Valor”, “Norma” e “Ação”, sendo não menos importante a ligação com o Direito Penal que provoca discussões sobre qual é o melhor comportamento diante de algumas situações fáticas, o dogmatismo na atuação do Ministério Público ou a razão da Defensora em manifestar o princípio da insignificância? Quem sabe até mesmo os desembargadores com seus discursos emblemáticos, que para fazer justiça apelam para Deus.
Sem respostas conclusivas, mas sabendo que a referência afirmativa, surge pelo caráter da norma positivada, onde a Constituição de 1988 recepcionou o Código Penal de 1940 sob todos os seus efeitos, onde é possível observar e mais importante citar o vício processual apresentado no documentário, quando um sujeito é condenado por uma sentença de um juiz que não tinha identidade com o processo (Princípio da Identidade do Juiz ao Processo).
E então como fica nosso conceito de não punir duplamente o indivíduo, e as condições dos presídios? Contrair doenças através de celas lotadas é sim punição dupla e ainda mais pesada. Se além de uma resignada desestruturação processual do Direito, e sendo que os princípios processuais não são respeitados é evidente a falha do Direito Penal em resolver os conflitos que ali surgem.
Quando por fim é possível identificar problemas jurídicos entre as organizações, desde o sistema que aí se configura, de forma frágil e decadente, um velho paradoxo se apresenta novamente, a liberdade como Direito dentro de um Estado Democrático, para os sujeitos, se justifica pela lei e pela norma? As discussões vão permanecer e seguir em uma constante transformação diante de uma sociedade contemporânea, enquanto as desigualdades vão promovendo as regras do Direto no Brasil.

domingo, 20 de março de 2011

Um Fim Sentimental

     Parece que com a última postagem, eu fiz uma premonição. Foi várias situações curiosas para não dizer tristes. Tenho visto que com o novo mundo e com as novas demandas sociais, tudo vale muito e tudo vale nada!
      Ontem quando as coisas seguiram seu provável "Fim Sentimental" abarrotado de lágrimas imaturas de um ser passional, as minhas convicções novamente se abriram. Não sei como e nada sobre viver de uma forma mais racional. Mas nesses perigos e armadilhas da vida moderna, as situações emblemáticas acontecem certamente trazendo ensinamentos sobre garotas "Haha" sobre as mentiras, sobre o desinteresse e o desrrespeito.

     É improvável que qualquer texto ou mensagem ou apelo possa mudar você ou sua forma de agir. Mas nunca são precoces aqueles que vivem da virtude da palavra. A mentira é uma ruína e nada melhor que afastar seus efeitos do nosso dia.

      Em toda minha vida, jamais tinha sentido o que senti! Se a vergonha de outro alguém fosse tudo aquilo que vi, talvez jamais a paixão estivesse em meu coração novamente! Mesmo assim te ver lá através da mentira foi como uma dor que não sentimos, apenas matamos mais um pouco do nosso coração! 

Segue a coluna de um grande escritor que com suas palavras serenas, enobrece nossa alma!


9 de março de 2011 | N° 16644
PAULO SANT’ANA


Sentir falta

A um amigo que estava no Exterior, eu disse pelo telefone transcontinental: “Tenho a certeza que o que mais me aflige não é a tua ausência. O que mais me aflige é a incerteza e a dúvida sobre a tua volta.”

Isso sobre a distância da gente com as pessoas queridas é um assunto muito grave.

Pior que a distância que nos separa de uma pessoa amada é saber que ela nunca mais voltará para nós.

Quando a distância é passageira, quando dias ou meses depois a pessoa amada volta, a gente tira de letra.

Mas e quando a pessoa amada não volta mais, que fazer da dor e do vazio que nos consomem?

Não há nenhuma diferença entre uma pessoa que amamos e nunca voltará para nós, apesar de viva, e a pessoa que amávamos, que morreu, e assim nunca mais a veremos.

Não há nenhuma diferença. Uma pessoa que amamos mas nunca mais será nossa é a mesma coisa que se tivesse morrido.

Quando eu amo uma pessoa, peço a Deus que faça com que eu morra antes dela. Ela morrer antes de mim me causará uma dor inenarrável.

Não há maior dor espiritual do que assistir a um enterro de uma pessoa que se ama.

Eu às vezes desconfio que esta história de que a finitude da vida foi a coisa mais bem feita pela natureza é uma balela.

Sei muito bem que, se a vida não tivesse fim, se fôssemos imortais, a vida perderia um encanto essencial.

Mas acontece que é tanto terrível assistir-se à morte de uma pessoa amada quanto saber-se que é concreta a hipótese de que morramos e deixemos sobrevivendo nesse mundo a pessoa que nós amamos.

Duas pessoas que se amam deviam, para a vida ser perfeita, morrer no mesmo instante, dentro de um avião em queda livre ou soterradas por um terremoto. Mas no mesmo momento.

Porque não há nada mais trágico, desastroso e dolorido do que sobreviver à morte de uma pessoa amada.

Quando pararem todos os relógios da minha vida e a voz dos necrológios gritar nos noticiários que eu morri, não quero deixar neste mundo nenhuma pessoa que me ame: quero livrá-la deste gigantesco sofrimento.

Não há nada mais triste nem caótico que sentir falta de alguém. É tão triste sentir falta de alguém que morreu quanto sentir falta de alguém que está vivo. Nem sei qual a mais lamentável falta.

Deus permita que em todo o pequeno resto de vida que me sobrou eu não sinta falta de ninguém.

E que ninguém venha a sentir falta grave e profunda de mim.

quarta-feira, 9 de março de 2011

O Amigo e as Garotas

     Vislumbrar a dogmática dos relacionamentos e o que as mulheres querem de um homem é sempre um tarefa exaustiva. Reconheço que não sou nenhum guru, ainda mais sobre um assunto que o mundo discorda. Entretanto essa semana meu velho amigo, sem mais a quem recorrer, esteve em minha cia. fazendo inúmeros questionamentos sobre o comportamento de algumas mulheres, eis então o tema!

     O amigo era um desanimo só, em cada duas frases proferidas, lágrimas e soluços. Não sabia eu que ver um homem chorar poderia ser contagiante e muito triste. Até me fez lembrar que também choro!
Em resumo ele sofreu uma desilusão amorosa, basicamente fundada em mentiras e em um comportamento lamentável de uma menina. Em um dia ela amava o garoto, era lindo, indispensável, tudo de bom. No outro dia já não se via a mesma empolgação, as mensagens já não chegavam, os elogios já viraram coisa rara, o garoto já se culpava pelo desapego feminino.

     Bom, em casos assim a razão é a virtude mais fiel para compreender o que aconteceu e como evitar futuras mágoas. Precisei ser sincero e esclarecer ao meu amigo, alguns pontos importantes, vamos a eles:

Confiar nas palavras de uma jovem mulher é um engano danoso, para as meninas de hoje a mentira é um comportamento comum, o incomum seria a verdade. Por isso só é maduro aquele que demora a acreditar.

Existe uma grande diferença entre entender as coisas ao entender as pessoas, por isso é preciso ter calma na paixão, a sabedoria mora em saber parar. Já dizia o velho ensinamento: "Não existe sábio a cavalo".

 A cautela no amor é sempre útil, seja pra promover o seu sucesso, seja para consolar o seu fracasso, nunca se engane com as garotas.

Por fim, saber pensar nas coisas com lúcidez e para o seu próprio bem estar: saber esquecer é fundamental!

 Mesmo diante de ensinamentos teóricos maravilhosos é certo que não consegui consolar o arrasado amigo, talvez a perda de um amor nunca possa ser analisada de perspectiva tão racional. Mas quando o coração já mergulhado em paixão é escondido pela névoa da mentira, uma boa bebida pode ser a solução temporária!



     Não quero culpar mulheres nem homens por todos os desafetos amorosos, seria um exagero. Todo caso seria prudente dizer às pessoas de bem, não menosprezem o afeto, estamos nesse mundo para viver na paz de Deus e mentiras de amor são dispensáveis. Sejamos sinceros!

     Ao meu amigo, força, hora de mudar e restaurar o prazer!
     Você nunca estará sozinho, conta comigo!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Carnaval X Educação

Alguns tempos atrás eu gritaria enfurecido em uma discussão de bar sobre o carnaval, novelas, big brothers, músicas brasileiras, trânsito...

Agora novo tempo me confere mais serenidade que fortifica as minhas posições sobre os mesmos assuntos.

Estou muito cansado para falar sobre como o carnaval é algo inversamente proporcional à educação, por isso selecionei um video que esclarece a situação.
Não preciso falar mais nada!



sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Esperando Passar

     Eu estava esperando passar as lembranças da tragédia e a dor que sugere as injustiças. Agora na memória das pessoas fica o vazio, as incertezas da vida, a dor da perda e a insignificância.
     A filosofia jurídica já apresentou teorias sobre a suspensão do homem, suas angústias pela passagem em um mundo que não lhe pertence, de onde viemos? Para onde vamos ?



     Não sei se todos os afetados pelo trauma chegam a pensar em ideologias superficiais e se nessa altura usam a razão para alguma coisa, difícil saber, complicado consolar, não existe recomeço, não existe nada além de vítimas.
     Só resta vítimas, é o que todos somos, vítimas, de um país dividido, Estado arrogante, de cunho comercial, injusto pela sua natureza hipócrita, de politicagem egoísta, um país miserável de ética.

     Agora parece que o desastre passou e o assunto é um mínimo de R$ 545,00 ou o Big Brother Brasil ou o Ronaldinho Gaúcho e seu Mengão!
     Passou mesmo ? Será que a criança da figura abaixo já não sente mais o cheiro da morte ?


     Quando as pessoas já esqueceram o desastre natural e estão mais preocupados com a novela, parece que fica claro nosso futuro de drama, o Deus da morte lá de cima, apenas faz parte da imaginação fértil do povo, que busca consolo, na sua própria incompetência de lutar por direitos. As chuvas e a terra escondem os problemas de planejamento habitacional, segurança, infra-estrutura, agora isso já não precisa mais, está bem enterrado à pelo menos sete palmos.


     E enterrada, ficou também nossa dignidade de povo, nossa humanidade e espírito solidário aflito, sabemos doar suprimentos, sabemos falar em defender a democracia liberal, mas não sabemos proteger vidas, de nada adianta, enquanto as coisas vão dando errado, ficamos...esperando passar...

  

     E se nossa única razão de lutar, foi embora, será possível trabalhar e ser gente novamente ?

     Fiel as minhas convicções e todos os entendimentos que tenho sobre a tragédia por si só, e as vezes que isso vai se repetir no Brasil, por despreparo e negligência do povo e do governo. Fico convicto que a vida das pessoas teve um fim antecipado, a terra abreviou a vida, chegou mais cedo, e só restou para o futuro a chuva que transformou-se em lágrimas.


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Festas e o Poder da Cura

     Quem saberia dizer que em tempos de modernidade as comemorações e festas, Natal, Ano Novo e coisas da mesma espécie, poderiam apresentar um resultado tão eficaz no combate às doenças. Sim verdade, eu pesquisei, pesquisa de campo ainda, acho que Jesus e a religião, ou melhor a fé, têm até inveja do poder de cura das festividades!


     Todos os dias que sigo em direção ao meu trabalho, eu passo por uma região onde existe um complexo Hospitalar, com pronto socorro, clínicas, farmácias, consultórios, tudo que é estrutura de saúde. A cidade aqui é conhecida, por ser referência em saúde e tratamentos diferenciados. Por isso, é evidente que inúmeras pessoas de outros municípios e regiões se desloquem até Passo Fundo para receberem tratamentos de Saúde qualificado, justamente por a cidade ser maior e apresentar alternativas de cuidados melhores. Até aí tudo bem, mas o fato é que todos os dias da semana, as ruas, restaurantes e praças próximas ao local, ficam lotados de "estrangeiros" pessoas que sofrem, com suas enfermidades, normalmente idosos e crianças, viajando muitas vezes até centenas de kilometros em busca de saúde.
     Quando eu me deparo com essas pessoas fico com o pensamento longe, tentando entender onde fica os direitos de saúde, será que se perde no salário dos Deputados? Posso chamar esses "estrangeiros" de sujeitos dententores de direitos sociais?
     Todos sabemos a situação (me desculpem) filha da puta que é viajar horas com dores, sofrendo e sofrendo!

     Onde está o nosso dinheiro, o dinheiro dessa gente que trabalhou a vida inteira, para agora ter direito "a viajar com dor". É uma lástima sem tamanho, o despreparo dos municípios, estado e país. Por alguns momentos eu para no meio da calçada...observo...questiono...indico...não entendo.

     Bem, até aí foi algo que eu precisava dizer. Mas muito curioso, por assim falar, é algo fenomenal, o poder de cura das festas, principalmente daquelas carregadas de costumes.
     Como fiz referencia anterior, estou acostumado a tráfegar em ruas próximas a centros de saúde, e normalmente, muita gente de cidades do interior ali permanecem durante o dia. Mas na última semana do ano, antes do natal e até uns 3 dias após o ano novo, tudo era silêncio, tranquilidade e nada de gente do interior!
     Ou seja, as festas curam!!!! Parecia algo como o fenômeno de confluência das águas, algo extraordinário!
     Foi lindo de ver, pessoas em suas casas, confraternizando, soltando foguetes, sem dores, sem problemas, parecia que o mundo acabaria na virada!

     Mas não acabou, e a dor voltou e agora parece mais forte, porque as pessoas estão com ainda mais dor, cara de sofrimento e tristeza absoluta. Talvez o calor, ou a bebida ou as comidas tradicionais, ou os presentes e as contas para pagar!



     Não sei ao certo, mas de algo eu estou convencido, presidenta Dilma, tem que decretar no mínimo, 2 feriados de natal e 2 feriados de Ano Novo, imagina só vai ficar pelo menos 1 mês sem doentes, a economia vai girar, não é mesmo ? poderíamos chamar de ano Carnaval 2011 - 1 e ano Carnaval 2011 - 2. Seria o máximo!

     Povo brasileiro vamos ter vergonha na cara, ser desonesto até quando se está doente é de dizer "puxa vida!"

     Por isso, quando sua esposa falar, "estou com dor de cabeça". Você diz pra ela: "É Natal!"

     Tudo vai ficar Bem!!!!!!

sábado, 8 de janeiro de 2011

Eu procuro por aí...

Eu procuro por aí...alguém que possa me explicar algumas coisas sobre o amor e sobre como devo me sentir.
     Queria entender o que realmente é esse sentimento, que afugenta mentes e descontrola corações. Por isso converso com pessoas que têm vidas maravilhosas e as observo com objetivo de aprender, de ser guiado através de um caminho que contenha fome de romantismo.


Eu procuro por aí...alguém que deseja estar junto, ser feliz, estar apaixonado, viver inspirado!
     Quero encontrar essa pessoa e fazer perguntas, entender o que move seus sonhos e quais seus planos para o futuro. Falar sobre sentimentos é sempre complicado, cada coração sente a essência do amor de forma diversa. Se o futuro nos reservou o inesperado, ao mesmo tempo é certo que a vida virtuosa passa por conquistas amorosas e se as conquistas parecem longe, qual é o caminho ?


Eu procuro por aí...palavras que possam descrever como um amor pode ser digno de louvor.
     Não sei ao certo o que os "grandes" corações sentem, mas aos prazeres da alma, o horizonte vem chegando e trazendo com ele o brilho, a luz da união, com afeto sereno, a iluminação da paz......

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Richie Kotzen no Brasil

     Quem conhece bem a carreira de Richie Kotzen sabe que, apesar de ter feito seu nome principalmente por participar de duas grandes bandas de Hard Rock (Poison e Mr. Big), o guitarrista sempre se caracterizou por sua versatilidade em variados estilos, explorando sons inimagináveis para um músico do mundo do Rock pesado. E assim é o Wilson Hawk, projeto realizado em parceria com seu grande amigo Ritchie Zito, produtor renomado que já trabalhou com bandas como Tyketto, Bad English e The Cult, além de ter lançado seu próprio álbum AOR, chamado “Avalon” (de onde, inclusive, a música "I Promise I Will" foi retirada e regravada aqui). A sonoridade do trabalho é muito influenciada pelo R&B e a Soul Music das antigas, de nomes como Otis Redding, Al Green, Sam And Dave e Curtis Mayfield.

     “The Road” é o álbum de um músico resgatando suas raízes, como o próprio Kotzen declarou em recentes entrevistas: “Esse é um disco que eu sempre quis fazer. Tendo crescido na Philadelphia, fui exposto à verdadeira Soul Music. Bandas como The Spinners, The O’Jays e até mesmo o começo de Hall and Oates influenciaram minhas criações artísticas”.
     Portanto, não espere metal, nem nada com uma pegada mais pesada. Mas para quem gosta de música independente do estilo, essa é uma grande pedida, um play fantástico, onde podemos reverenciar toda a genialidade do grande mestre Richie Kotzen, que está cantando como nunca, uma performance de levar às lágrimas (e juro que pra me fazer chorar tem que ser algo de qualidade superior). Pra mim, até agora, o disco da minha vida! Fez-me lembrar os trabalhos dos Rolling Stones nos anos 70, quando eles colocaram uma forte influência de música negra junto com o Rock and Roll.
     Estarei em Porto Alegre no dia 13/03/2011 para acompanhar o que talvez seja uma das ultimas apresentações de Richie na América Latina, espero que não seja, mas a vida é inesperada!
     Fica o convite, o link de um video de algo que poderemos ter o prazer de ver novamente, boa música e muitos solos de guitarra. Além do Disco Wilson Hawk para download!




 Wilson Hawk
01. How Does It Feel
02. I Need Your Love
03. Over
04. Something in You
05. How Do You Know
06. I Promise I Will
07. Everything Good
08. Beautiful Life
09. What I Lost
10. Stay
11. The Road
65,1 MB
320 kbps

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Minimalismo é ser livre

     Ultimamente tenho encontrado vários artigos sobre a vida através do minimalismo, não somente aquele em sentido artístico e arquitetural, mas sim o minimalismo através da vida das pessoas, as suas necessidades e questionamentos.

     A proposta do Minimalismo é interessante e gostei muito do texto apresentado no site www.eumesintobem.com.br
    
     Por isso estarei reproduzindo logo abaixo, mas antes, fica a dica de um som, "Silverchair- Young Modern", são músicas muito legais, com arranjos inspirados na arte minimalística.




Minimalismo: a arte de identificar o essencial

     A vida da maioria das pessoas atualmente mostra-se extremamente atribulada. É muita coisa para fazer e muito pouco tempo para fazer tudo. Parece que os dias já não dão mais conta da quantidade de afazeres e era preciso que cada um tivesse 48 horas para que ficássemos satisfeitos.
     O resultado é estresse, infelicidade, problemas de saúde, dívidas e dezenas de outros problemas.
Será que tem que ser assim? Será que precisamos passar nossas vidas trabalhando para comprar coisas que na verdade não precisamos só para agradar outras pessoas enquanto nós mesmos vamos ficando infelizes?
     Começam a surgir movimentos que param para pensar o estilo de vida que estamos levando nesse comecinho de século XXI. Um deles é o movimento minimalista - que na verdade existe há muito tempo, mas agora vem ganhando mais força.
     O minimalismo prega que você deve ter menos, consumir menos, fazer menos coisas. Assim, terá tempo para o que realmente importa na vida: divertir-se, ficar com os amigos e familiares, cuidar da própria saúde.
Muita gente rejeita essa ideia por acreditar que uma vida minimalista é uma vida sem graça, sem nada o que fazer. Mas o objetivo é justamente o contrário. É criar tempo e espaço para fazermos o essencial.
     O lema dos minimalistas é: identifique o essencial, livre-se do restante.
     Isso pode ser aplicado no seu trabalho, na sua casa, na sua alimentação, na sua rotina de uma maneira geral. Que tal começar?